Normas para publicação

As inscrições para segundo número da Nove Amanhãs estão abertas!

As informações estão disponíveis no formulário de inscrição.

Os publicados na Nove Amanhãs são avaliados pelo corpo editorial a partir de três critérios:

1 – Identificação com ficção científica ou especulativa (1 a 5)

1.1. Ficção científica
Segundo Adam Roberts, ainda que muitos de nós possamos facilmente distinguir uma obra de ficção científica daquilo que ela não é, trata-se de um gênero de difícil definição. “Qualquer livraria terá uma seção dedicada à ficção científica: prateleiras com volumes de cores brilhantes, com capas ilustradas com pinturas fotorrealistas de complexas naves espaciais, ou de homens e mulheres em cidades futuristas ou cenários alienígenas” (ROBERTS, 2000, p. 1). Para o crítico, então, a ficção científica parece englobar uma categoria de textos que reproduz um determinado discurso, no caso, o científico, e que também explora as múltiplas possibilidades da ciência, sendo que muitas das tecnologias descritas pelos autores do gênero não existem nem podem existir no mundo real. É o caso do romance “A máquina do tempo” (1895), de H. G. Wells, no qual o personagem é capaz de viajar ao século LXXX, e de muitos romances que descrevem viagens que ocorrem na velocidade da luz, possibilidade que a ciência atual nega. Nesse sentido, a ficção científica não necessariamente reproduz o discurso científico, mas se utiliza do método científico para criar narrativas em que elementos como naves espaciais, invasões alienígenas, viagens no tempo, utopias ou distopias futurísticas, história alternativas e robôs podem ser combinados.

1.2. Ficção especulativa
Num processo constante de globalização, em que tradições e formas de fazer são rompidas a cada lançamento tecnológico, a ficção especulativa pode ser compreendida como uma reação humana, que usa a imaginação para vislumbrar futuros possíveis – amanhãs possíveis. Segundo Marek Oziewicz, que escreve o verbete da ficção especulativa no Oxford Research Encyclopedia, a “ficção especulativa em seu entendimento mais recente é uma super categoria difusa que abriga todos os gêneros não miméticos – aqueles que, de uma maneira ou de outra, se afastam da imitação da realidade de consenso – da fantasia, ficção científica e horror a seus derivados, híbridos e gêneros cognatos, incluindo ficção gótica, distopia, zumbi, vampiro e pós-apocalíptico, histórias de fantasmas, ficção estranha, contos de super-heróis, história alternativa, steampunk, slipstream, realismo mágico, contos de fadas recontados ou fraturados e muito mais”.

2 – Nível de relevância do novum para nossa sociedade (1 a 5)
O acadêmico Darko Suvin, em sua obra “Metamorphoses of Science Fiction: On the Poetics and History of a Literary Genre”, escrita em 1979, considera a Ficção Científica como gênero literário. Na tentativa de estabelecer parâmetros e delimitar o formato desse gênero, o autor criou o conceito novum. Extraído do latim, o termo significa “coisa nova”, isto é, a construção ficcional de um mundo diferente do autor no momento em que ele escreve. A narrativa literária apresenta artefatos ou objetos inteiramente novos e distintos, causando um estranhamento, no sentido de o leitor se distanciar do que é familiar e se aproximar do que é estranho. De modo geral, novum significa a ficcionalização das possibilidades científicas no contexto em que o autor está inserido, devendo considerar o impacto do novum na cultura e na sociedade. É a partir da força desse impacto que faremos a avaliação.

3 – Qualidade da escrita (1 a 5)
A “qualidade” da escrita das obras analisadas será avaliada a partir dos critérios de ortografia, pontuação, coerência textual e discursiva, inovação da linguagem (caso se aplique) e adequação ao gênero proposto (conto). Dito isso, é de inteira responsabilidade dos(as) respectivos(as) autores(as) a revisão ortográfica e gramatical do texto a ser apresentado, assim como o cumprimento dos critérios acima listados.